O que fazer na Tailândia: guia completo por cidade, com passeios e dias em cada base
O que fazer na Tailândia cidade por cidade: atrações, preços dos passeios, quantos dias ficar em cada base e onde reservar cada tour.
Por Bia e Pedro · Publicado em 18 de setembro de 2026 · 12 min de leitura

O que fazer na Tailândia é uma pergunta com resposta longa demais, e é justamente aí que a maioria dos roteiros se perde. O país tem templos dourados, montanhas, santuários de elefantes, mercados flutuantes, ruínas de mil anos e mais ilhas do que você consegue visitar numa vida. Tentar ver tudo é o jeito mais rápido de não aproveitar nada.
A boa notícia é que a Tailândia se organiza em três regiões bem definidas. Entender o que cada uma entrega, e quantos dias ela exige, resolve 90% do planejamento.
Viajar para a Tailândia pode ser uma das experiências mais marcantes da sua vida, mas também pode sair caro ou ficar confuso se você não entender alguns detalhes antes de ir.
Depois de percorrer o país e montar dezenas de roteiros para brasileiros, organizamos aqui o que fazer em cada cidade, quantos dias ficar em cada base, quanto custa cada passeio, onde reservar e quais erros de roteiro custam dias inteiros de viagem.

Antes de tudo, o que esperar de uma viagem para a Tailândia?
A Tailândia não é um destino de uma cidade só. Ela combina regiões muito diferentes entre si: a metrópole vibrante de Bangkok, a cultura e a natureza do norte, e o paraíso de praias do sul. Se ainda está no começo do planejamento, vale ler antes o nosso guia completo para viajar para a Tailândia, com visto, TDAC, vacinas e roteiro.
Por isso, mais importante do que ver tudo é escolher bem as regiões e aceitar que alguns trechos serão feitos de avião. Voos domésticos na Tailândia são curtos e baratos, entre R$ 150 e R$ 350 o trecho, e economizam dias inteiros de estrada.
A regra de ouro para o seu roteiro: reserve pelo menos 3 noites em cada base principal. Com 2 noites você vê o essencial, mas no aperto. Com 1 noite, você só se desloca.
O que fazer na Tailândia: as três regiões que definem o roteiro
- Centro (Bangkok). Templos, mercados, vida noturna e a base para o bate-volta a Ayutthaya. É por onde todo mundo entra no país.
- Norte (Chiang Mai e Chiang Rai). Cultura, montanhas, templos e os santuários de elefantes éticos. O ritmo desacelera.
- Sul (Krabi, Phuket, Phi Phi ou o Golfo). Falésias de calcário, água turquesa e os passeios de barco entre ilhas.
Uma primeira viagem equilibrada junta as três. Quem tem menos de 10 dias faz melhor escolhendo duas. Daqui para a frente, o que fazer na Tailândia vai aparecer base por base, com os dias que cada uma pede.
Bangkok: templos, mercados e o caos que vale a pena
Três dias em Bangkok parecem pouco, e são suficientes se você souber o que priorizar.
O que não pode faltar:
- Grande Palácio e Wat Phra Kaew, onde fica o Buda de Esmeralda. Ingresso de 500 THB (cerca de R$ 78). Vá cedo, por volta das 8h30, para fugir do calor e das excursões. Ombros e joelhos cobertos, sem exceção.
- Wat Pho, o templo do Buda reclinado de 46 metros, a poucos minutos de caminhada do Grande Palácio. Entre 200 e 300 THB.
- Wat Arun, o Templo do Amanhecer, do outro lado do rio Chao Phraya. Atravesse de barco por alguns baht e volte no fim da tarde, quando a luz bate na fachada de porcelana.
- Chinatown (Yaowarat) à noite, para comer na rua. É uma das melhores experiências gastronômicas do país.
- Chatuchak Weekend Market, um dos maiores mercados do mundo, aberto principalmente aos fins de semana.


Os dois mercados que valem o madrugão: o mercado flutuante de Damnoen Saduak e o mercado ferroviário de Maeklong, onde as barracas recolhem a lona segundos antes do trem passar por cima dos trilhos. Costumam ser vendidos juntos num mesmo passeio de meio dia, como este tour pelos dois mercados saindo de Bangkok.
Ayutthaya: o bate-volta que vale um dia inteiro
A antiga capital do reino do Sião, destruída pelos birmaneses em 1767 e hoje Patrimônio da UNESCO, fica a cerca de 1 hora de Bangkok. É o melhor bate-volta do país.
O que ver: Wat Mahathat, com a famosa cabeça de Buda envolvida pelas raízes de uma figueira; Wat Ratchaburana, de 1424, com um dos prangs mais preservados; e Wat Lokaya Sutha, com o Buda reclinado de 42 metros ao ar livre, de graça.
Os ingressos são baratos, entre 20 e 80 THB por templo. Dá para ir por conta própria de van, por cerca de 250 THB o total de transporte ida e volta, e alugar uma scooter no local por 670 THB, ou fechar um tour de tuk-tuk por volta de 1.510 THB. Se preferir tudo resolvido, há tours de um dia para Ayutthaya saindo de Bangkok.
Chiang Mai: o norte tranquilo, os templos e os elefantes
Se Bangkok é intensidade, Chiang Mai é o contrário. Três dias é o número ideal para equilibrar cultura e natureza sem correria.
O que fazer:
- Wat Phra That Doi Suthep, o templo dourado na montanha, com vista da cidade inteira. Vá no fim da tarde.
- Os templos da cidade velha, dentro do quadrado murado. Dá para fazer a pé, sem pressa.
- Um santuário de elefantes ético, a experiência mais marcante do norte para a maioria das pessoas. Entre 1.900 e 3.500 THB (R$ 300 a R$ 545), com programas de meia diária a 7 horas.
- Aula de culinária tailandesa, uma das coisas mais divertidas e subestimadas do país.
- Night Bazaar e o Sunday Walking Street, para artesanato e comida de rua.
Como reconhecer um santuário realmente ético: ele não permite montaria, não faz show com os animais, não usa gancho, e o foco é observar e alimentar, não performar. Se o site mostra alguém em cima de um elefante, pule.


Chiang Rai: o Templo Branco vale o desvio?
Vale, mas como bate-volta de Chiang Mai, não como base. São cerca de 3 horas de estrada em cada sentido, e um dia dá conta dos três pontos que importam.
O Wat Rong Khun, o Templo Branco, é uma obra contemporânea que não se parece com nada que você já viu. Junte o Templo Azul (Wat Rong Suea Ten) e a Casa Negra (Baan Dam) e o dia está completo.

Krabi e Railay: falésias, praias escondidas e passeios de barco
Krabi é, para muita gente, a melhor base do sul. O aeroporto é pertinho dos hotéis, a paisagem é de falésia e o clima é mais tranquilo e romântico que o de Phuket.
O que fazer:
- Railay, a península só acessível de barco, com a Phra Nang Cave Beach e as paredes de escalada mais famosas da Ásia.
- Tour das 4 Ilhas (Poda, Chicken Island, Tup e Phra Nang), entre 1.100 e 1.600 THB (R$ 170 a R$ 250).
- Hong Island, com o mirante que rende a melhor foto da região.
- Emerald Pool e Blue Pool, piscinas naturais no meio da selva, ótimas para um dia longe do mar.
Reserve 3 dias. Dois são passeios de barco, um é praia e descanso.

Encaixar esses passeios na ordem certa, sem repetir ilha e sem desperdiçar dia de deslocamento, é onde a maioria trava. Nossos roteiros prontos pela Ásia já trazem o dia a dia montado, com os links de reserva de cada passeio.
Phuket e Phi Phi: infraestrutura e as ilhas mais famosas
Phuket é a escolha de quem quer boa infraestrutura, mais opções de hotel e a maior oferta de passeios organizados do sul.
De Phuket:
- Phang Nga Bay e a James Bond Island, o cartão-postal de rocha saindo do mar.
- Ilhas Similan, com a melhor água do país, mas atenção ao calendário: o parque abre em 15 de outubro e fecha por volta de 15 de maio, com taxa de 500 THB por adulto estrangeiro.
- Big Buddha e a Old Phuket Town, com as fachadas sino-portuguesas.
Em Phi Phi:
- Maya Bay, a praia do filme. Day tour saindo de Phuket entre 1.900 e 3.500 THB (R$ 295 a R$ 545). Fecha todo ano de 1º de agosto a 30 de setembro para recuperação ambiental.
- Bamboo Island, o mirante de Phi Phi Don e o mergulho com snorkel.
Phi Phi pode ser bate-volta ou base. Se dormir lá, 2 a 3 noites bastam.


Koh Samui, Koh Phangan e Koh Tao: o outro lado
A costa do Golfo é a alternativa de quem viaja entre maio e outubro, quando chove no Andaman.
Koh Samui tem os resorts mais confortáveis e o Parque Marinho de Ang Thong, um arquipélago de 42 ilhas. Koh Phangan é a casa da Full Moon Party, mas tem praias tranquilas fora do circuito. Koh Tao é um dos lugares mais baratos do mundo para tirar certificação de mergulho.
Tabela: o que fazer na Tailândia e quantos dias em cada base
| Base | Dias | Destaques |
|---|---|---|
| Bangkok | 3 | Grande Palácio, Wat Pho, Wat Arun, Chinatown, mercados |
| Ayutthaya | 1 (bate-volta) | Wat Mahathat, Wat Ratchaburana, Buda reclinado |
| Chiang Mai | 3 | Doi Suthep, cidade velha, santuário de elefantes, cooking class |
| Chiang Rai | 1 (bate-volta) | Templo Branco, Templo Azul, Casa Negra |
| Krabi / Railay | 3 | Railay, tour das 4 Ilhas, Hong Island, Emerald Pool |
| Phuket | 3 | Phang Nga, Similan, Big Buddha, Old Town |
| Phi Phi | 2 a 3 | Maya Bay, Bamboo Island, mirante |
| Koh Samui / Golfo | 3 | Ang Thong, praias, mergulho em Koh Tao |
Somando as bases clássicas, um roteiro de 15 dias cobre Bangkok, Chiang Mai, Krabi e Phi Phi com folga. Com 20 dias entra Koh Tao ou Phuket. Com 30, dá para incluir Sukhothai, Pai ou Koh Lipe.
Onde reservar os passeios e quanto custam
Decidir o que fazer na Tailândia é metade do trabalho; a outra metade é reservar direito. A regra é simples: reserve online, com antecedência, em plataforma séria. Fechar no píer ou com quem aborda na rua costuma custar o mesmo ou mais, sem seguro e sem garantia de operador cadastrado.
As três que funcionam bem no país:
- Klook e GetYourGuide para passeios, ingressos e day tours.
- 12Go para trens, vans, ferries e travessias entre ilhas.
Os valores de referência dos principais passeios, com 1 THB em torno de R$ 0,16:
| Experiência | Valor aproximado |
|---|---|
| Grande Palácio + Wat Phra Kaew | 500 THB (R$ 78) |
| Wat Pho e Wat Arun | 200 a 300 THB cada |
| Santuário de elefantes ético | 1.900 a 3.500 THB (R$ 300 a R$ 545) |
| Tour das 4 Ilhas (Krabi) | 1.100 a 1.600 THB (R$ 170 a R$ 250) |
| Day tour Phi Phi / Maya Bay | 1.900 a 3.500 THB (R$ 295 a R$ 545) |
| Ingresso do Parque das Similan | 500 THB por adulto |
Os valores variam conforme a época, o câmbio e a antecedência da compra. Trate as faixas como referência.
Boa parte do que fazer na Tailândia envolve barco, escalada, mergulho e estrada, e é por isso que duas coisas entram na conta antes de embarcar: um seguro que cubra atividade e imprevisto, e internet funcionando para reservar passeio, chamar Grab e achar o ponto de encontro.
O que fazer na Tailândia à noite
A noite tailandesa não é só Full Moon Party, e essa é a parte que a maioria dos roteiros ignora.
- Rooftops em Bangkok. Uma noite de bar com vista de arranha-céu compensa cada baht.
- Night markets. Comida de rua, artesanato e preço baixo, em praticamente toda cidade.
- Fire shows nas praias do sul. Acontecem quase toda noite nas ilhas, de graça, na areia.
- Massagem tailandesa. Barata, disponível em todo lugar, e o melhor fim de dia depois de horas andando por templo.

O que fazer na Tailândia que quase ninguém coloca no roteiro
- Aula de culinária tailandesa. Meio dia, ida ao mercado incluída, e você volta para casa sabendo fazer pad thai e curry.
- Mango sticky rice de sobremesa, todo dia. É sério.
- O Festival das Lanternas (Yi Peng), em novembro, se a data da sua viagem bater.
- Um dia sem roteiro nenhum. Numa viagem de 30 horas de voo, o instinto é preencher cada hora. Resista.

Erros de roteiro que custam dias
- Dormir 1 noite por cidade. Metade do tempo vira deslocamento. Mínimo de 3 noites por base.
- Juntar Andaman e Golfo no mesmo roteiro. São lados opostos do país e monções opostas.
- Ir de ônibus onde cabe um voo. Bangkok a Chiang Mai são 10 horas de estrada e 1h20 de avião por R$ 200.
- Contar com Maya Bay em agosto ou setembro, ou com as Similan entre maio e outubro. Ambas fecham.
- Fechar passeio de barco na rua. Sem seguro, sem colete garantido, sem operador cadastrado.
- Encher os três primeiros dias. Você vai chegar com 10 horas de fuso no corpo.
Conclusão: o que fazer na Tailândia com o tempo que você tem
Se você tem 10 dias, escolha duas regiões: Bangkok e o sul, ou Bangkok e o norte. Se tem 15, dá para fazer as três com calma. Se tem 20 ou mais, acrescente uma segunda ilha ou um destino fora do circuito.
O que não muda em nenhum cenário é a lógica: menos bases, mais noites em cada uma, e os deslocamentos longos feitos de avião. Roteiro bom na Tailândia não é o que tem mais lugares, é o que tem menos dias perdidos na estrada.
E há uma última coisa que vale dizer. A lista do que fazer na Tailândia é infinita, e você não vai dar conta dela. Ninguém dá. O truque é escolher bem umas dez experiências e viver cada uma sem pressa, em vez de colecionar trinta pela metade.
Porque no fim, o que fica de uma viagem dessas não é a contagem de templos visitados. É o pôr do sol que você viu sentado, com tempo, sem correr para o próximo ponto da lista.

Se você quer esse roteiro pronto, com o dia a dia montado, as bases na ordem certa e os links de reserva de cada passeio, dê uma olhada nos nossos roteiros prontos pela Ásia. É o mesmo trabalho deste artigo, aplicado à viagem inteira.
Perguntas frequentes
O que fazer na Tailândia em 15 dias?
Um roteiro de 15 dias cobre Bangkok (3 dias), Chiang Mai (3), Krabi ou Phuket (3) e Phi Phi (2 a 3), com um bate-volta a Ayutthaya e outro a Chiang Rai. É o equilíbrio entre cidade, norte e praia sem correria.
Quantos dias ficar em cada cidade da Tailândia?
O mínimo recomendado é 3 noites por base principal. Bangkok, Chiang Mai, Krabi e Phuket pedem 3 dias cada; Phi Phi, de 2 a 3; Ayutthaya e Chiang Rai funcionam melhor como bate-volta de um dia.
Quais são os principais pontos turísticos da Tailândia?
Grande Palácio, Wat Pho e Wat Arun em Bangkok; as ruínas de Ayutthaya; Doi Suthep e os santuários de elefantes em Chiang Mai; o Templo Branco em Chiang Rai; Railay e o tour das 4 Ilhas em Krabi; Maya Bay em Phi Phi e a James Bond Island em Phang Nga.
Onde reservar passeios na Tailândia?
Klook e GetYourGuide para tours e ingressos, e 12Go para trens, vans e ferries. Reservar online com antecedência costuma custar o mesmo ou menos que fechar no píer, com a vantagem de operador cadastrado e seguro.
Quanto custam os passeios na Tailândia?
O Grande Palácio sai por 500 THB (cerca de R$ 78), um santuário de elefantes ético entre 1.900 e 3.500 THB, o tour das 4 Ilhas em Krabi entre 1.100 e 1.600 THB e o day tour a Maya Bay entre 1.900 e 3.500 THB.
Vale a pena ir a Chiang Rai?
Vale como bate-volta de Chiang Mai, não como base. São 3 horas de estrada em cada sentido, e um dia cobre o Templo Branco, o Templo Azul e a Casa Negra.

Roteiro Personalizado
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